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April 18, 2012

Melô do Taradão

M. Ward gravou essa música beeem antiga no seu novo álbum, A Westland Companion. E aí que o cara fica com umas ideias quando tá com a mulher que, não sei não... tudo sacanagi, rssss.

E como essas ~ideias~ tão aí desde que o mundo é mundo, aqui vai a versão do Louis Armstrong.
Esse álbum solo do M. Ward tá muito bom. Ele, que é parte do She & Him, também recebe a Zooey Deschanel em uma das faixas, "Sweethart". O bom de um disco só do M. Ward é que ele não é tão açucarado como na parceria com a Zooey. Mesmo nos álbuns da banda, as poucas músicas em que ele tomava os vocais principais era sempre muito boas, daí é bom ter um espaço só do cara. Com uma proposta diferente da do She & Him, dá pra ter umas músicas mais soturnas, com uma vibe diferente.

January 12, 2011

Introducing: Rilo Kiley & Jenny Lewis

Desde o começo do ano passado estou pra escrever um post sobre a Jenny Lewis, abordando seu trabalho solo e com a banda Rilo Kiley. Cheguei a separar as minhas músicas favoritas dela no Twiturm, mas, talvez por não gostar muito do player dele, acabei não postando. Vez ou outra eu falo dela aqui, incluí duas de suas músicas nessa mixtape, porém era preciso dar mais espaço...
Não é difícil convencer ninguém a dar uma chance à Jenny. Observe:
Fora isso, ela tem uma voz linda, uma presença de palco doce e simpática... Na infância ela era atriz, trabalhando mais na TV. Continuou atuando aqui e ali até 1998, quando foi formado o Rilo Kiley.
Carla Gugino e Jenny Lewis no filme "Confusões em Beverly Hills".
Rilo Kiley é considerado indie rock, indie folk e country contemporâneo. É uma mistura de tudo isso, mais country nos primeiros álbuns, mais variado no último, Under The Blacklight, de 2007.
E foi nessa turnê que eu tive oportunidade de vê-los ao vivo, no 9:30 Club em Washington, DC. Eu não conhecia tudo deles, mas eles tocavam bastante. Queria muito ir, mas não queria ir sozinha. Então comprei dois ingressos e coloquei um anúncio no Facebook perguntando que gostaria de ir também. Uma colega de curso topou, e fomos nós. Que momento!
Rilo Kiley: eu fui.
E recentemente descobri que um dos shows dessa mesma turnê foi gravado pela NPR (rádio pública americana) e está disponível na internet. Então... se você quer ouvir o que eu ouvi em 2008 (e mais várias vezes desde semana passada), fique à vontade:
E a Jenny também tem um trabalho solo. Em 2006 ela lançou um álbum com a dupla de country gospel The Watson Twins. Rabbit Fur Coat é country folk, "soul de olhos azuis", com letras autobiográficas e espiritualizadas. O show no 9:30 Club dessa turnê também está disponível na NPR. Se você curte, cá está:
Em 2008 ela lançou Acid Tongue, com participações de M. Ward e Zooey Deschanel (a she e o him do She & Him), Elvis Costello e Jonathan Rice (namorado dela), ainda com no estilo folk-rock-country.
Prontinho, e agora é só dar play e ver - ou melhor, ouvir - se curte.

June 4, 2010

Saudades

Agradecimentos à vizinha surda - só pode ser surda, ou com um senso muito distorcido de vida em comunidade - que ouve música nas alturas um sábado de manhã. Fui acordada com um som que seria demasiado alto se fosse eu que estivesse ouvindo no meu quarto, mas não. A senhora mora no prédio da frente, 2 andares abaixo, e eu consigo ouvir toda a sua programação musical.
A primeira música começou: "Quem me dera ao menos uma vez...". Sim, lamente meu infortúnio. Eram eles. Não me levem a mal os fãs, eu gosto, eu sei as letras, eu me identifico. Eu só evito ouvir. Não é algo que se ouve todo dia, pra descontrair. Ultimamente, nenhum dia é um bom dia.
E lá foi ele, com sua voz marcante, ao verso que me chamou atenção como se eu nunca o tivesse percebido. "E é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi".
Eu tenho saudades do que eu nunca vi ou vivi, saudades do que eu nunca tive, culpa de quem imagina demais e faz situações tão perfeitas em suas pequenas falhas, mas ainda boas o suficiente para que eu sinta falta. Sinto falta como se tivesse acontecido de fato e eu tivesse, sei lá, estragado tudo de alguma maneira. Sinto falta como alguém que deseja voltar a trás e não errar nada, esticar aquele momento por mais um tanto.
Mas, não houve nada. O que poderia ter feito para que, se eu voltasse no tempo, eu conseguisse fazer acontecer? Se eu não consegui, não era pra ser, não é mesmo? E se acontecesse, teria garantias que fosse bom? Ok, eu sei de tudo isso, mas e essas saudades (virtuais)? Essa dor da perda em canções melosas? Lembro de uma professora de francês, tão nova, com um filho pequeno e um ex-marido relapso, ensinando pra turma "Non, je ne regrette rien", revelando um passado doído e a vontade de não se arrepender e recomeçar, como no final da canção, mesmo que seja com "moi" (ela mesma) e não com um outro "toi". Viver e aprender e ultrapassar.
Meu problema é recorrente e consciente. Não é a primeira vez que passo por isso, gostaria que fosse a última. Anos atrás escrevi pra mim mesma duas frases de ordem, deveria eu tê-las repetido todos os dias ao dormir e acordar:
Não se perde o que nunca foi seu.
Não se lamenta o que nunca aconteceu.
Negligenciei, como a outras coisas. E lá fui eu. Saudades. Problema está em esquecer tão bem aquilo pelo que passei (mesmo que tenha demorado e sofrido pra esquecer). Mas esqueço. E não aprendo. Caio novamente. Saudades. Enormes. Daquilo que não vivi.
Saudades de quando era bom. Foi bom algum dia?
Wisemen never fall in love... Zooey canta com cara-de-maluca. Há de se admirar.

May 22, 2010

Coupling

Não sem aproveitar o título para reforçar meu gosto pela série britânica Coupling (baixei os episódios e morro de rir com os discursos exacerbados do Steve e a inadequação total de Jeff nessa vida), enalteço aqui os casais que tanto contribuem para música, sejam eles namorados, amigos e afins...
Costumo chamar essa fórmula de "cara virtuoso + mulézinha". Quando digo "mulézinha", por favor, não é desdém, é só piadinha. Não é fácil nem é pra todo mundo ser a cara, o carisma e a voz (às vezes sozinha) de uma banda, além de contribuir com letras e instrumental. Meu sonho é ser "mulézinha" de uma banda. Atenção aê quem está disponível para projetos musicais...
Pensando em bandas de casais, emblemáticos são Serge Gainsbourg e Jane Birkin, referência para as bandas da posteridade na certa. Eles foram realmente casados, assim como Rita Lee e Roberto de Carvalho.
Namorados são Sean Lennon e Charlotte Kemp Muhl. Sean Lennon dispensa apresentações. Charlotte é, Wikipedia says, modelatriz, 22 anos. Desde que se conheceram, Sean imaginou montar uma banda com ela, para não ficarem separados. Ela podia cantar, já escrevia algumas letras e meio que tocava violão. Enquanto compunham, Sean começou a ensiná-la a tocar baixo (que chato!). Formou-se o Ghost of A Saber-Toothed Tiger, ou GOASTT. A voz de Charlotte é realmente adorável, a de Sean Lennon tem um zest de John Lennon, o som evoca os 60's, Mark Ronson produz, não tem erro. Lançam álbum no começo de julho (aguardo vazamentos).
Zooey Deschanel é casada com Ben Gibbard (Death Cab For Cutie), mas seu par musical é M. Ward. Juntos, são She & Him. Todo mundo indie já conhece, né. Eles lançaram dois álbuns em tempo recorde. Prefiro o primeiro, letras saídas da minha mente.
The Dø é uma banda francesa formada por Dan Levy e Olivia Merilahti. A vocalista é finlandesa e canta em inglês. O seu tipo de voz é do tipo ame ou odeie. Eu meio que sei que ela canta mal, mas adoro. Eles só tem um álbum até agora, A Mouthful, lançado em 2008.
Termino com Letuce, casal, ambos virtuosíssimos, amor-humor-boa música, ótimos shows sempre. Já postei vídeo aqui, clica aqui no MySpace deles para o xéquiráuti.
Amem, galerinha. Sempre.