December 2, 2010

Velvet Goldmine e os meus agradecimentos

Eu realmente não sei o que seria do meu gosto musical hoje se eu não tivesse assistido, há 10 anos, ao filme Velvet Goldmine (1998). Ninguém pra me apresentar as coisas boas do GLÉIN, minha sorte é que o Cinemax não tinha muito critério e passou esse filme várias vezes, e nem passava tarde da noite. Ele é Rated R, mas quem ainda não viu o Ewan McGregor pelado? Ele tira a roupa em todo filme, praticamente (e já coloquei ele falando sobre isso aqui). Enfim, deu pra ver várias vezes e gravar na VHS.
Sim, o elenco. Pensando mais cedo dei por mim a loucura que é o elenco desse filme: além do Ewan, tem Christian Bale, Toni Colette, Jonathan Rhys-Myers, Eddie Izzard, pontinha do Brian Molko (do Placebo, aliás todos os caras do Placebo aparecem). A direção é do Todd Haynes, que depois veio a dirigir Longe do paraíso (2002) e Não Estou Lá (2007), aquele inspirado na vida do Bob Dylan. Um dos produtores do filme é o Michael Stipe (sim, o vocalista do REM), que ainda trabalhou na composição da trilha sonora. E é sobre essa trilha sonora que eu quero falar...
"Mas... eu sei cantar?" - "Aparentemente sim, Ewan."
Mas antes, pra se inteirar um pouco da história: Velvet Goldmine é tipo um Moulin Rouge do Glam Rock, não só por ter a presença do Ewan, mas por ter um zilhão de referências à época retratada. Anos 70, rockstars andróginos, purpurina e loucuras sexdrugsandrocknroll de um tempo em que cantores bibas eram bem mais machos que os de hoje e faziam música de altíssima qualidade. Não era só colocar uma calça apertada e colorida...
Tem um personagem purpurinado que é tipo o David Bowie, um personagem doidão que é tipo o Iggy Pop, mas é tudo fictício, tá? Em poucas linhas, a coisa vai assim: nos anos 80, um jornalista tem que fazer uma matéria sobre um rockstar glam da década anterior que sumiu após simular a morte da persona glam que ele incorporava no palco glam (eu disse que era fictício, tá Cláudia? Senta lá e assiste). O jornalista entrevistas figuras ex-glam desse passado glam em que ele mesmo se envolveu. Ele também fora glam.
Voltando à trilha sonora: basicamente foi aí que começou o meu amor pelo Glam Rock e pelo Bowie. Além de algumas músicas originais da época, algum covers e músicas novas foram feitas por duas bandas reunidas especialmente para o filme. Com a ajuda do Wikipedia, tá aqui o line up da galera: The Venus In Furs é formado por: Thom Yorke e Jonny Greenwood, respectivamente vocalista e guitarrista do Radiohead; Andy Mackay, saxofonista e membro original do Roxy Music; Bernard Butler, antigo guitarrista da banda Suede; Clune, baterista que acompanha David Gray e Paul Kimble, baixista do Grant Lee Buffalo. Já no Wylde Ratttz estão Thurston Moore e Steve Shelley, respectivamente vocalista e baterista do Sonic Youth; Mike Watt, baixista; Ron Asheton, guitarrista e membro original do The Stooges; Mark Arm, vocalista do Mudhoney; Don Fleming, guitarrista e produtor que já integrou diversas bandas independentes; e por Jim Dunbar. Ewan McGregor e Jonathan Rhys-Myers também cantam várias faixas no filme...
QUER DIZER... Obrigada, Velvet Goldmine. Depois de você eu baixei glam a beça com a minha internet discada!!
Bowie não autorizou nenhuma música sua para o filme, mas ele vem com T-Rex, Roxy Music, Brian Eno, The Stooges, New York Dolls e mais. Pra conferir o setlist e baixar a trilha, clique aqui.

(Foi um pouco estranho ter ouvido isso no trabalho. Eu levantei os braços de repente, ainda bem que ninguém perguntou o que estava acontecendo...)

1 comment:

discursoacido said...

definitivamente Velvet Goldmine é um must see!!!! excelente post migs!!!

Post a Comment