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October 10, 2011

Todos chora

Todas essas reações...
Em comemoração dos 20 anos do álbum Achtung Baby, do U2, organizaram uma compilação de covers de suas músicas, e a galera que participa é do naipe de Patti Smith, Garbage (aimodeuzio, tão voltando!), Nine Inch Nails, Depeche Mode e... Jack White, que você ouve no link acima, a única faixa liberada até agora. Mais infos aqui. Chorem comigo.

May 3, 2011

Low, low, low

Já que o Flo Rida vai fazer show aqui no Rio de Janeiro, e o U2 esteve no Brasil mês passado, eis um dos meus mashups favoritos (sério!): New Year's Low.

April 21, 2011

U2 aos 2 minutos de acréscimo do 2° tempo

Agora que a poeira baixou, e a Garra já tirou as unhas do chão do Morumbi, não sei se devo ficar aqui defendendo uma banda que, em 30 anos de carreira, sempre levou pedra aqui e acolá mas arrasta 90 mil por cada um dos três dias de show. As pedradas são por serem mainstream demais? Por terem "acabado mas não morrido"? Pelo ativismo, demagogia e suposto "bom-mocismo"? Megalomania? Tudo junto...
Vamos por essas partes:
É estranho. Seria coisa de hoje em dia? Essa pressa em enterrar o que já tem durado tempo demais (quem julga isso?), já que tudo vira last week sem que precise realmente passar uma semana para isso. Temos celebridades de uma temporada, grandes bandas de rock de um disco, um milhão de nichos e seus ídolos. Mas dessa todo mundo gosta, toca no rádio, tem aquelas músicas grudentas que agradam do patrão à empregada, faz show de arena, é popular. E os inteligentes querendo afirmar que a unanimidade é burra, e que é preciso ser crítico: algo que agrade à tantos só pode ser ralo, baixo, pouco elaborado. Não importa se a guitarra do The Edge arrepie a espinha, ou se suas músicas fazem todo mundo -- eu disse TODO MUNDO -- cantar. Não importa, é preciso criticar. E essa é uma pulsão meio zarolha.
Meu Twitter está cheio de ~fãs incondicionais~ do Muse (a banda de abertura do U2), mas no show, quase ninguém no estádio cantava mais de uma música. Alegam que os melhores álbuns do U2 tem 20 anos, e nunca vão fazer outra Pride ou I Will Follow. Claro, assim como os Stones nunca vão fazer outra Satisfaction, nem Paul McCartney vai fazer outra Yesterday. Mas eles continuam aí fazendo música e shows, e não sou eu quem vai ordenar que eles parem ou se moldem do jeito que eu quero. Até porque, adivinhe só, tem gente que pode gostar da nova produção. Assim como tem gente que gosta do Muse (eu não sei como... é chaaaaato, mas tudo bem).
E daí as pessoas pensam que podem comparar bandas novas e experientes como se tudo fosse anacrônico, como se não houvesse carreira ou caminho a ser pavimentado, como se não exercessem influências em ninguém mais. As coisas são muito divididinhas em nichos, o "melhor" surge toda semana, mas eu ouço o som das melhores-bandas-dos-últimos-tempos-da-última-semana e tudo soa direitinho, tudo no lugar certo, mas tem som e efeito tão duradouro quanto o gás de uma Coca-Cola.
E agora a banda, principalmente pelos esforços humanitários, para muitos questionáveis, do Bono Vox, é coxinha. Aquele ídolo #classemediasofre babacão que acha que vai mudar o mundo e faz música para as massas #classemediasofre babaconas que acham que aquilo é rock e atitude, essa banda que não faz nada de bom há 20 anos...
Canibalismo
Eu gosto do U2 como um todo. Do tempo em que o Bono tinha mullet e rebolava querendo ser post-glam. E incluíam questões filosíficas, religiosas e políticas nas canções. E sempre foram canções bonitas, profundas. E pra mim, eles continuam assim. Não é uma Pride ou uma I Will Follow, mas eu gosto. Acho engraçado quando veem o Bono como esse ativista coxinha e chato. Pra mim ele é o cantor da banda U2, primeiramente. O discurso faz parte do show, e eu entendo como e porque faz parte. Bono é da "Escola John Lennon de Ativismo". Entenda: John Lennon, já no final da sua carreira com os Beatles e já com a Yoko, começou a protestar contra a guerra do Vietnã. Não lembro em qual documentário eu vi o próprio falando disso, a um repórter ácido durante um de seus bed-ins pela paz (ele e Yoko ficavam na cama o dia inteiro, a casa aberta a repórteres etc etc)... O repórter perguntou algo na linha de "que porra é essa?". Lennon respondeu algo na linha de "os governos usam da sua influência política e espaço na mídia para legitimar e justificar uma atitude como a de mandar soldados para se meter no Vietnã. Eu tenho um pouco de influência e espaço na mídia. Não sou o governo, mas sou famoso. E eu quero usar o espaço que eu tenho pra protestar contra o governo com as mesmas armas que eles usam". Ingênuo? Babaca? Inútil? Eu sinceramente não consigo por uma categoria nisso. Não sei nem dizer se o rock'n'roll "não é pra isso". O rock é livre pra falar de sexo, drogas, rebeldia e aquilo que nos aflige. Bono quer falar sobre as ruas que não tem nome na África, umas iguais as outras, povoadas de gente que ainda quer ter esperança. Deal with it que é isso aí.
Sobre o show em si, nunca tinha tido uma experiência audiovisual tão completa. A estrutura do palco é fabulosa, e o telão é das coisas mais lindas que eu já vi. Pra quem curte audiovisual é um orgasmo de 2h40. Aqui faço minhas as palavras que a jornalista Renata D'Elia, amizade de show divertidíssima, escreveu em seu blog (recomendo a leitura do texto todo): "Está na hora de assumir que investir na visibilidade do público é também um sinal de respeito e competência para além da aparente megalomania. Mas aí vem gente dizer que a música se foi para dar lugar ao circo. É aí que começa o festival de recalques. Pois trate de anotar que um dos méritos da banda, aos 30 e tantos anos de carreira, é justamente usar a tecnologia para proporcionar ao público uma experiência única, onde a música reina e comanda uma viagem sensorial." 
É embasbacante. Essas fotos são do amg Pedro Newlands, que foi no show de 13/04 (mais fotos aqui, são melhores que as minhas, que já postei).
O telão é assim...
... e em dado momento ele fica ASSIM. /morri.
E aí, a música? Fui no sábado, repertório de hits pra ninguém por defeito. Bono tem um carisma inegável, The Edge solou na minha frente, a poucos metros. Eu ouvi as músicas que amo e sempre amei, executadas perfeitamente ao vivo. Magnificent.

April 11, 2011

Como ir de hipster a coxinha em um fim de semana

Na falta de (tempo e) palavras, eis as fotos.
Carioca empolgada? Oh céus rsss
O nacional 
A GARRA! Meu Deus, o palco é aqui mesmo?
Amizade de show ♥
Esse é o Muse, e o Bellamy está usando uma calça skinny rosa do Pê Lanza.
What time is it in the world? SHOWTIME.
Very BONO
Miss Sarajevo  ♥
Na passarela que passou perto...
E o telão,que já era audiovisualmente orgásmatico, ainda EXPANDE!
Whoaaaa...
Isso tem que ser eleito uma das 7 maravilhas do mundo moderno =)
Vertigem *.*
The real thing is even better =)

Pré-show

Alerta de pérola: Bowie, 1969. Novinho!
Eu e 89 mil pessoas ouvimos no Morumbi, é o som que anuncia o começo do show do U2. Eles sobem a rampa com esse som, deixando o público na melhor vibe possível. Antes, nas horas de espera, tocou o Brothers do Black Keys e o álbum do Broken Bells. Maravilha, maravilha... mais detalhes adiante.

January 23, 2011

Um aniversário

Jimmy Page, The Edge e Jack White se encontraram no dia 23 de janeiro de 2008, exatamente há 3 anos, para a jam session que integra o meu documentário favorito, À Todo Volume ou It Might Get Loud, de Davis Guggenheim. Fora a epicidade que foi esse encontro, e o tema - a guitarra elétrica, com quem os músicos tem essa bonita história de amor do rock -, esse filme é uma aula de técnica de documentário. Ele usa vários artifícios para contar e costurar a história: entrevista, imagens de arquivo, viagens a lugares importantes do passado, animação, e o Little Jack White (melhor ver pra entender).
The Edge, nerd e meticuloso. Jack White, aficionado e marrento, que abaixa a crista na presença dos outros. Jimmy Page, vibe professor, dinossauro do rock.
Vi no cinema. Um cinema de rua antigo, e eu queria cantar junto. É um filme tão feliz. É vergonhoso como o U2 me empolga. Na volta, uma das únicas vezes em que vi alguém "sonorizando" o ônibus com uma música decente no celular: um casal ouvia "Steady As She Goes", do Raconteurs. Contagiados. Rock é amor.