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January 2, 2011

Você não sabe como é...

Billy Corgan (com Robert Smith, do The Cure) canta Bee Gees. É todo amor que houver nessa vida.

December 3, 2010

O dia em que os Smashing Pumpkins morreu

Eu sei que desde o show deles no Planeta Terra eu não consigo desligar o amassador de abóbora dentro de mim. Foi uma aventura tranquila, cheia de emoções que vieram com felicidade e não viraram lágrimas, só reforçou meu amor por amigos & roquenrol (adicione o Paul nessa jogada, claro).
Com amor renovado pela banda, busquei as últimas músicas que não tinha e li muita coisa sobre a sua história. Billy Corgan interage muito no Twitter e há uma semana tem uma conta oficial no Facebook, para a stalkeação involuntária (falo por mim) dos fãs. Foi por lá que descobri que o dia 02/12 foi declarado o dia dos Smashing Pumpkins em Chicago, EUA. Nesse dia, em 2000, a banda fazia seu último show, no The Metro, onde eles oficialmente começaram a carreira 12 anos antes. A banda acabou voltando cinco anos depois, para deleite de alguns (falo por mim) e desespero de outros, que prefeririam manter a memória de uma grande banda pelas glórias do seu passado. Seja você de qualquer um desses dois tipos, ou mesmo nem fã da banda... é uma história interessante do rock que eu quis quardar aqui para referência futura. Billy posta muito, logo isso vai cair no infinito da timeline. Lembrando que foi ele quem escreveu esses posts, nada é meu, nada foi mudado, Billy-favor-não-me-processe-te-amo-viu?

ok...Metro, dec 2, 2000...dusting off my brain now x
pt 1 first thing that comes to mind is that we only had about 6 days to prepare the about 14 or so extra songs that we added to try to make the show both historic and memorable. normally this much work in such a short time would have been met with resistance, but everyone was in good spirits to have the 11 months of touring finally over
pt 2 my original plan was to book the metro out for the whole month of January and make one last album, writing songs and recording them live in rehearsal and then playing them at night at the 'shows'...can't remember how many shows we would have done per week? maybe 3 or 4. Iha+ Auf Der Maur hated the idea and said no. a shame, could have been amazing. band was tight at that point and i was motivated to write more.
pt 3 we had the 2nd to last show at The United Center, and we wanted to film that as well. unfortunately the building wanted to charge us (i could be wrong but...) 50,000$ just for the 'right' to film, not counting the actual costs it would have been to film. so there is no video that i know of. if there is it might be a lone camera. that show was amazing, although we were criticized for opening the show acoustic
pt 4 we had been opening with 5 songs acoustic in Europe as a way to set a different tone because each night the audience was thinking they were seeing the band for the last time. there the audiences went with the somber beginning, and so i stupidly assumed that an American audience would go the same way with it. Wrong! once we finally lit it up with 'glass' theme (song 6) the place went nuts
pt 5 for the Metro show itself, we found someone to be a clown in between acts, to hold the sign up announcing each of the 3 parts. what most people don't know is that the kid doing it (a total coincidence) was related to Jonathon Melvoin. i found out before the show, but i took it as a sign that his spirit was with us in the building that night so i said i was fine with it.
pt 6 we played 38 songs i believe, over 4 hours of music. i had never p[layed that long before, nor have i since. i wasn't even sure my voice would hold up that long, but it did. actually it got stronger as the night went on. the first song was 'rocket', which we were supposed to play after the mellon collie theme intro, which was played off a cd. the theme finished, i lit into the opening riff of 'rocket'.
pt 7 unfortunately, no one turned off the cd, , so as i was playing i heard 'tonight, tonight' come blaring out of the p.a....classic SP fuck-up for trying to be fancy. the show as i remember was fairly good, but incredibly hot and at about 90 min in the crowd was just totally worn out. i thoughtto myself 'wow, we got a long way to go!'
pt 8 act 2 honestly felt like a sad funeral, and people started talking. i felt the whole thing slipping away from me, but i realized that it was all part of the journey of death that we were on. life moves on, and when the show was over i too had to move on. i honestly thought that it would be the last time i would play most of these songs, and it felt good to let them go.
pt 9 act three was designed to bring the energy back up, and it did. the last encore i think was 'silverfuck', which had a lot of improvisation in it. it wasn't all planned out, and i remember thinking of my deceased mother alot. it all came down to 'where was mommy?' in the end of it all, as it begins so does it end. i turned to look at Jimmy and said 'that's it', and it ended without form best as i remember.
pt 10 i broke down on stage crying but i remember being quite embarassed about it. i've thought about that moment many times, and i wish in hindsight that i'd let myself just have a good cry right then and there, because you won't find yourself in a spot like that many times in your life. after we had a little party, playing dvd bootlegs of the band on a screen on stage.
pt 11 once it was over, there was a shift, so playing the videos felt like watching a car crash again and again. it was overkill for everyone, including me. pictures and Chopin would have been better. i asked where James was, and someone had said he had left, without saying goodbye to me or Jimmy, a real final fuck you in my eyes. outside of a phone conversation about business in 2001, i haven't seen him since
pt 12 one more thing: please stop asking about the show ever coming out (i say this good heartedly). it will come out when the time is right. it should have come out in 2001 but EMI squashed it, and we got the rights back. hopefully it will be put out one day when tall he albums get re-issued. it would make sense for it to come out with the Machina era stuff.
pt 13 i think as more time goes by we all should look at SP as having 2 totally different eras, 'old school' and 'new school' or whatever. call it what you want, the SP of 2005-2010 and counting has been a different animal, albeit with similar goals set in a different world.
pt 14 'old' SP ended exactly 10 years ago this night, and it a'int ever coming back. from my vantage point, that's a good thing. that band will never sell out and never grow old gracefully (because honestly it couldn't). long live SP 1987-2000 a great fucking band when it was 'on'. and a nightmare when it was 'off'. thanks for checking out these thoughts/memories, love BC
Pôster de show dos Smashing Pumpkins de 1988, no Cabaret Metro.

November 26, 2010

Sobrevivi - Parte 2: Paul McCartney

O clima atual do Ridjanêro não tá muito me animando a escrever sobre amenidades, mas eu preciso dar o devido crédito ao show mara do vovô-garoto Paul McCartney... além disso, o podcast #16 do Scream&Yell na Radio Levis me deu um empurrão, além das conversas com essa grande entusiasta do Macca que é a @cissarego (que aliás deu seu relato emocionado no blog-parceiro Discurso Ácido).
Fora isso, o fato de eu ter me envolvido TANTO com o show dos Smashing Pumpkins no Planeta Terra me desviou a atenção. Não é que tenha sido melhor/mais emocionante... eu não sei, talvez por ter percebido que sou fã dos SP há mais tempo que os Beatles (é, acredite... só fui me envolver a sério com os Beatles já adolescente, agradeça àquela quizumba de Michael Jackson, Yoko Ono, direitos etc). É que o show dos Pumpkins recebeu críticas, e eu acabei desenvolvendo um instinto muito louco de defendê-lo, o que me surpreendeu. Aliás, eu estou assustada. Desde o show eu só consigo ouvir Smashing Pumpkins (há 2 dias ouvindo o Zeitgeist no loop, aquele que é considerado um álbum ruim pela crítica - ué, eu achei o show deles BOM, que disse que eu tô ligando pra crítica?). Fora isso, eu vejo clipes e vídeos de shows e entrevistas toda hora, baixei o torrent do show, só falo no Billy Corgan, sonho com ele e o caramba. O fundo do poço foi ter entrado no ORKUT (!!!) pra participar ativamente da comunidade da banda lá. Sério, alguém me segure, alguém me contenha. Está preocupante. oO
É SÉRIO que há algum tempo eu pensei que, se fizesse uma tatuagem, faria só esse ADORE estilizado como na capa do álbum, exatamente como nessa foto que eu encontrei. Só não faço porque... bem... eu não faria uma tatuagem, me incomoda muito fazer uma coisa na pele que nunca mais vai sair.
Mas também é aquilo: o show do Paul McCartney não precisa de defesa. É perfeito, emocionante, divertido, de altíssima qualidade e bla bla que todo mundo sabe. Queria muito estar lá e até o véio confirmar a vinda, eu fiquei tensa com a oportunidade que se aproximava. Afinal, eu me prometi que faria de tudo pra ver três shows: Macca, U2 e David Bowie. O primeiro estava vindo, e estava vindo só pra São Paulo. Ok, fazer o quê? Lá vamos nós. E ele ainda me deu o inacreditável presente de marcar o show no fim de semana em que também rolaria o Planeta Terra - eu já tinha comprado o ingresso, iria viajar anyway, juntamos o útil ao agradabilíssimo e foi planejado o finde musical perfeito. Comprar o ingresso foi odisseia, mas depois que consegui, foi só alegria...
Como eu já iria no Planeta Terra, resolvi comprar o ingresso do Macca na cadeira coberta vermelha, pra poder me poupar de ficar horas na fila em pé. Acabou que foi realmente a solução perfeita. Eu pude sair mais tarde da casa do Marcos, quase 18h. Foi uma hora boa, porque já foi difícil encontrar táxi, um deles se recusou a me levar ao Morumbi. Mas, chegando lá, achei o meu portão fácil e sem filas. No caminho, fui parada por uma equipe e dei entrevista, dizendo que tava lá pra ver ele tocando My Love e Hey Jude, e que o meu Beatle favorito era o Ringo, mas que o Paul era um "fofo". Mas, enfim, eu disse SEM FILAS! Fui entrando, entrando, entrei! Sentei na segunda fileira de cadeiras, perto de uma família super simpática e de uma moça com um filho de uns 2 anos empolgados tocando guitarras infláveis. Falando francamente: era o setor família/terceira idade do Morumbi. Vários tios e tias, casais maduros, Lillian Witte Fibe, tava todo mundo lá sentadinho numa nice. Eu estava sentada numa nice por que a minha batata da perna esquerda estava as-san-do de dor. Realmente, foi bom ter escolhido ficar lá.
Horas de espera, mas o Macca é inglês e não atrasa. Pena ter ficado tão longe, aliás, até quem ficou na Pista Prime, dependendo do lugar, ficou longe. O espaço era praticamente metade do Morumbi! Paul era uma pessoa sem rosto de terno azul ao longe (Roberto Carlos feelings!), mas gigantesco no telão. Frisson, não dava pra acreditar que era ele ali! E toca de cantar músicas lindas que marcaram a história da música do UNIVERSO. Ele cantou Drive My Car, The Long And Winding Road (nó na garganta), My Love (o anúncio que era pra "gatinha Linda" é de matar), Something (homenagem ao George, e como bem falou Carol, amiga de Cissa & Pedro, com imagens no telão do George na vibe Jesus não dá pra segurar a emoção), Eleanor Rigby, Let 'Em In (surpresa! Eu não pensei que ia tocar! Feliz!), All My Lovin', And I lover Her, Yesterday (acústica e lindíssima), Band on The Run... A lua tava enorme de cheia, girando pelo palco, parecia efeito especial. Em Live and Let It Die, pirotecnias mil, com a lua bem atrás do palco. Os fogos de artifícios pareciam rockets to the moon. A vitalidade do vovô-garoto era invejável, tocava, fazia presepada, qualquer coisa que ele fazia no palco era motivo para gritos histéricos - incluindo os meus. E ele fez charme, as tias quase capotaram de emoção. Pensei que ia chorar à beça, mas a vibe era muito feliz, de gritar, pular e dançar por 3 horas direto.
Aliás, a vibe só não foi melhor ainda porque, no meio do show, apareceram na minha frente umas meninas e um cara, e pareciam estar num bar e não no show de um dos melhores performers do mundo. Copo de cerveja e cigarrinho pro alto, eles ficavam conversando toda hora, completamente fora do propósito. Eu comecei a me irritar muito com aquele falatório. Fui abstraindo, afinal, em Give Peace a Chance o estádio se encheu de balões brancos, o look era muito lindo. Paul se emocionou de verdade, não tinha como não amar estar ali naquele momento... Logo teve Hey Jude, e além da LOUCURA que era estar num show cantando essa música com O CARA que a escreveu e gravou, o que mais me marcou foi ter dado um esporro no tal grupinho: dois deles se empolgaram (pela primeira vez no show, deve ter sido uma das únicas músicas que eles de fato conheciam) e subiram nas cadeiras, ficando na minha frente e atrapalhando outras pessoas. Quem me conhece sabe que eu sou muuuito tranquila, mas naquela hora eu virei bicho. Encostei no cara, engrossei a voz e falei um "NÃO! SENTA AÍ" tão incisivo que ele desceu na hora. Pau na mesa, a gente vê por aqui...
Ele fez-que-foi-mas-não-foi duas vezes e apresentou um show de três horas que passaram como se fossem 15 minutos. O Morumbi inteiro ovacionou, ele tava tão feliz, pulando que nem uma gazela abanando duas bandeiras do Brasil. Por isso eu achei uma baita sacanagem dessa vida que ele tenha tropeçado naquela caixa de retorno e tomado um estabacão. Eu fiquei horrorizada! Tadinho, ele tá com tudo em cima mas já tem idade. Fiquei tão chocada de ter presenciado aquele estabaco FEIO ao vivo e em 2 telões gigantescos que não consegui parar de pensar nisso depois. Fiquei seriamente preocupada com a integridade física, mesmo ele tendo levantado rapidinho dando pulinhos (vovô-garoto total!).
Encontrei Pedro, Cissa, Carol e mais amigos deles no lado de fora. Cissa não conseguia falar. Eu só conseguia falar do tombo do pobre Macca. Perrengues pra conseguir um táxi eram esperados, mas grazaDeus conseguimos uma fançanha: achamos um taxista que cobrou a viagem pelo taxímetro. Perfeição é a palavra.
No dia seguinte, quem disse que eu consegui acordar pra pegar o voo? Ok, eu acabei chegando a tempo de pegar o voo, depois de correr MUITO... Mas falando a verdade, depois de um fim de semana eu provavelmente pensei que estava sonhando e não queria acordar...