Showing posts with label foo fighters. Show all posts
Showing posts with label foo fighters. Show all posts

November 25, 2011

Lolla pra lusa

Lollapalooza com vendas liberadas pra pré-cadastrados, só que aparentemente ninguém sabia que seria só pra quem fez o cadastro inocente (?) pra receber informações, ou seja, uma grande pegadinha do Mallandro e os meio-desligados ficaram de fora. O cadastro fechou dia 19, eu não sabia, tentei fazer dia 20, ainda sem saber que a venda seria só pra cadastrados (eu queria receber as informações), mas foi fechado. No dia seguinte veio a confirmação das bandas presentes e o preço do passe pros 2 dias (500 inteira, culpem a farra das meias entradas) + 50 de taxa de (in)conveniência (que ninguém consegue explicar), à meia-noite foi um frisson e muita gente, mesmo com a senha dos cadastrados, conseguiu comprar. Os organizadores ~não previram o grande volume de acessos~. Também ~não previram que muita gente ia tentar comprar com a senha do amiguinho~ (a compra era reservada a 2 passes por senha, mas sabe-se lá se isso foi respeitado). E ainda rolou aquele show de picuinha e trapalhadas Perry Farrel x Lobão x Folha! Enfim, ainda não liberaram a venda geral nem os preços para os dias individualmente, nem oficialmente que dia cada uma banda toca. De qualquer modo, por aqui acabou o dinheiro e mesmo com a presença de bandas que eu adoro como Foo Fighters, MGMT e TV On The Radio, esse é o meu verdadeiro sentimento em relação ao evento:


P.S.: relembrem o Lollapaloozers Xerém.



November 15, 2011

Criando treta!

Courtney Love vai me esganar agora, mas a levadinha de "Awful" é irmã-gêmea de "Learn To Fly" dos Foo Fighters HIHIHIHIHI.


November 14, 2011

Hole e o buraco-negro das lembranças

O que foi o show do Hole, né, gente? Courtney estava lá, magra, bagaça, vimos seus peitinhos (quem nunca viu?), e sem os componentes originais da banda faz tempo. Um guitarrista-mirim acompanhava no look bagaceira. Umas quatro ou cinco modelos vestidas em inspiração anos 20 dançavam lânguidas, tão bonitas quanto esquisitas. A guitava desafinava, a voz falhava e ainda assim era o Hole.
Foto: Samuel Kobayashi / Multishow
Courtney Love está presa. Presa nos 90's, numa coisa que ela foi, na importância que ela teve. Já nos 50, ela mostra sua autenticidade nos palcos e online tretando com desafetos que ela traz há anos. As feridas não curam, penso que ela não quer, nem consegue viver sem elas. Courtney viveu algo que ninguém pode dizer que não teve importância. Tire isso dela e o que resta?
Mas isso não é mal. É o papel dela. Pense no que a música do Hole significa. Pra mim, Hole tem cheiro de rebeldia adolescente. Não uma rebeldia advinda de sofrimento total, nem uma rebeldia sem causa. Rebeldia de crescer. Teenage angst, saca? Pense em você, se você passou por isso. Um dias as suas roupas rosa e o mimo não falavam a sua língua. Algo mudou, mas não se sabe exatamente o quê. Nem o que fazer com isso. Você veste uma camisa preta, pinta os olhos, fala palavrões pra chocar, e bota no rádio uma música suja e pós-punk. Isso é Hole. Imagina o que é, para as meninas, ver aquela senhorita desgrenhada, pernas abertas, roupa e corpo largado e liberado, batom borrado, cantando músicas sobre o que é a beleza no mundo e sobre ser pedaços de boneca? Hole cheira a cereja, cheiro de menina que será uma mulher em breve, só ainda não sabe como isso vai acontecer. E se misturam ali dentro o sentimento de rebeldia com o querer estar certa e ser amada.
Pense na excêntrica Juno, arranhando "Doll Parts" no violão com o pós-adolescente quem-sabe-futuro-pai-adotivo do bebê que ela espera sem saber (ainda) que está apavorada. Pense em Lucy, personagem de Liv Tyler em Beleza Roubada, dançando loucamenta ao som de "Rock Star", na villa italiana em que procurava experiências opostas ao tédio. 
Pense em por que Hole é a trilha dessas moças?
Courtney diz que não liga, mas ela liga. Por isso as tretas. Ela se importa, e muito, com o que pensam dela. Ela também é essa adolescente rebelde e desbocada, mas que também quer estar certa, ser ícone e ser amada.
E enquanto hoje há muitas bandas que sonorizam muito bem a social dos bem-vestidos, com suas batidas super feelgood, Hole fica no quarto dessas meninas, bebendo angústia de crescer. "É impossível gostar de Hole em 2011", ouvi dizer. Se você nunca curtiu, é team Dave Grohl ou viu Kurt & Courtney e acredita piamente que Love mandou matar o marido, realmende não dá. Mas se você ainda tem resquícios dessa adolescente dentro do peito, ou ao menos nostalgia desses tempos, dá sim.