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August 17, 2013

Introducing: Mac Demarco

Eu conheci esse cara hoje, há algumas horas. Baixei o segundo álbum, que se chama "2", e escutei a tarde inteira. O compartilhamento desse artigo foi o culpado de tudo. Foi escrito pelo Gabriel Pardal, do blog coletivo Ornitorrinco. Ressalto alguns trechos:
"Para se expressar com sinceridade é preciso coragem. E uma dose de cara de pau. Nascido no Canadá em 1990, o cantor e compositor Mac Demarco vai direto ao ponto ao escrever sobre sua vida - os momentos pesados e também os leves. Sem ficção. É aí que ele ganha, com o peito aberto constrói uma ponte sem adornos entre ele e o público. (...) o som de Mac é cru, econômico, um estilo que alguns podem chamar de pobre, ele usa sempre os mesmos efeitos tanto na guitarra ritmica quanto na guitarra solo, riffs simples, bateria simples e letras sucintas, sem metáforas, simbolismos, firulas. (...) Sites especializados classificam a música de Mac Demarco como slacker-rock, tipo de rock derivado do college rock nascido nos anos 80/90..."
Ele ainda menciona canções de amor malucas e divertidas, voz sonolenta, "estilosa voz cansada e charmosamente preguiçosa de Mac" e diz que essa canção vai "grudar na sua cabeça". É verdade. Contei uns 20 plays seguidos:

Cara de menino levado e uma levadinha de guitarra muito gostosa. Adorei! Li que o cara também curte um som glam, mas bem mais minimalista. Várias músicas do segundo disco são ótimas, como "Freaking Out The Neighborhood" e "Dreaming". Recomeindo!

January 12, 2011

Introducing: Rilo Kiley & Jenny Lewis

Desde o começo do ano passado estou pra escrever um post sobre a Jenny Lewis, abordando seu trabalho solo e com a banda Rilo Kiley. Cheguei a separar as minhas músicas favoritas dela no Twiturm, mas, talvez por não gostar muito do player dele, acabei não postando. Vez ou outra eu falo dela aqui, incluí duas de suas músicas nessa mixtape, porém era preciso dar mais espaço...
Não é difícil convencer ninguém a dar uma chance à Jenny. Observe:
Fora isso, ela tem uma voz linda, uma presença de palco doce e simpática... Na infância ela era atriz, trabalhando mais na TV. Continuou atuando aqui e ali até 1998, quando foi formado o Rilo Kiley.
Carla Gugino e Jenny Lewis no filme "Confusões em Beverly Hills".
Rilo Kiley é considerado indie rock, indie folk e country contemporâneo. É uma mistura de tudo isso, mais country nos primeiros álbuns, mais variado no último, Under The Blacklight, de 2007.
E foi nessa turnê que eu tive oportunidade de vê-los ao vivo, no 9:30 Club em Washington, DC. Eu não conhecia tudo deles, mas eles tocavam bastante. Queria muito ir, mas não queria ir sozinha. Então comprei dois ingressos e coloquei um anúncio no Facebook perguntando que gostaria de ir também. Uma colega de curso topou, e fomos nós. Que momento!
Rilo Kiley: eu fui.
E recentemente descobri que um dos shows dessa mesma turnê foi gravado pela NPR (rádio pública americana) e está disponível na internet. Então... se você quer ouvir o que eu ouvi em 2008 (e mais várias vezes desde semana passada), fique à vontade:
E a Jenny também tem um trabalho solo. Em 2006 ela lançou um álbum com a dupla de country gospel The Watson Twins. Rabbit Fur Coat é country folk, "soul de olhos azuis", com letras autobiográficas e espiritualizadas. O show no 9:30 Club dessa turnê também está disponível na NPR. Se você curte, cá está:
Em 2008 ela lançou Acid Tongue, com participações de M. Ward e Zooey Deschanel (a she e o him do She & Him), Elvis Costello e Jonathan Rice (namorado dela), ainda com no estilo folk-rock-country.
Prontinho, e agora é só dar play e ver - ou melhor, ouvir - se curte.

May 22, 2010

Coupling

Não sem aproveitar o título para reforçar meu gosto pela série britânica Coupling (baixei os episódios e morro de rir com os discursos exacerbados do Steve e a inadequação total de Jeff nessa vida), enalteço aqui os casais que tanto contribuem para música, sejam eles namorados, amigos e afins...
Costumo chamar essa fórmula de "cara virtuoso + mulézinha". Quando digo "mulézinha", por favor, não é desdém, é só piadinha. Não é fácil nem é pra todo mundo ser a cara, o carisma e a voz (às vezes sozinha) de uma banda, além de contribuir com letras e instrumental. Meu sonho é ser "mulézinha" de uma banda. Atenção aê quem está disponível para projetos musicais...
Pensando em bandas de casais, emblemáticos são Serge Gainsbourg e Jane Birkin, referência para as bandas da posteridade na certa. Eles foram realmente casados, assim como Rita Lee e Roberto de Carvalho.
Namorados são Sean Lennon e Charlotte Kemp Muhl. Sean Lennon dispensa apresentações. Charlotte é, Wikipedia says, modelatriz, 22 anos. Desde que se conheceram, Sean imaginou montar uma banda com ela, para não ficarem separados. Ela podia cantar, já escrevia algumas letras e meio que tocava violão. Enquanto compunham, Sean começou a ensiná-la a tocar baixo (que chato!). Formou-se o Ghost of A Saber-Toothed Tiger, ou GOASTT. A voz de Charlotte é realmente adorável, a de Sean Lennon tem um zest de John Lennon, o som evoca os 60's, Mark Ronson produz, não tem erro. Lançam álbum no começo de julho (aguardo vazamentos).
Zooey Deschanel é casada com Ben Gibbard (Death Cab For Cutie), mas seu par musical é M. Ward. Juntos, são She & Him. Todo mundo indie já conhece, né. Eles lançaram dois álbuns em tempo recorde. Prefiro o primeiro, letras saídas da minha mente.
The Dø é uma banda francesa formada por Dan Levy e Olivia Merilahti. A vocalista é finlandesa e canta em inglês. O seu tipo de voz é do tipo ame ou odeie. Eu meio que sei que ela canta mal, mas adoro. Eles só tem um álbum até agora, A Mouthful, lançado em 2008.
Termino com Letuce, casal, ambos virtuosíssimos, amor-humor-boa música, ótimos shows sempre. Já postei vídeo aqui, clica aqui no MySpace deles para o xéquiráuti.
Amem, galerinha. Sempre.

April 20, 2010

Introducing: Whitest Boy Alive

Eu já tinha tudo preparado pra fazer um post com musiquinhas do Whitest Boy Alive pra você, meu caro leitor/ouvinte virtual (virtual no sentido de "praticamente não existe"), só estava esperando um dia oportuno para postar, quando um amigo muito querido me manda um "Brandon" paulista, num momento de apreciação da vida ao sol e ao som do Whitest Boy Alive - ou, como ele disse, "whitest boiolage". Percebi então que hoje era o tal dia oportuno.
Com poucos amigos indies, eu chamei o Marcos (o amigo muito querido) pra ir no show deles comigo, dezembro do ano passado, e preparei o terreno dando de presente pra ele um cd com a discografia dos caras. Sorte minha que ele curtiu bastante. O show foi lindo. Comemorei liberdade, fim da monografia, meu aniversário, tendo só que abstrair a presença da playboyzada cult-moderninha. E ainda passei do lado do vocalista, o fofíssimo Erland Oye (fofo é só uma expressão, o cara é magriiinho...). Ele tava ali, tranquilão, vendo filme com a galera. Fiquei sem saber o que fazer.
Adoro o Erland. Mesmo ele sendo um precursor da moda dos óculos de vovó que assolou o mundo cult-moderninho. Fora isso, me identifiquei com o jeito calmo e discreto dele, sua dança desengonçada, seu trabalho lindo com o Kings of Convenience (se não conhece, recomendo também)... Como não amar esse magrelinho?
Utilizando a piadinha do Lixeira do Pop, Erland é do tipo que faz amigos bebendo leite. =)
O Whitest Boy Alive é um trabalho paralelo ao Kings of Convenience do Erland. Se antes ele fazia um som mais intimista, mais bossa, com o Whitest a coisa é um pouco mais animada, um "quero-ser" eletrônico com full band. Groovy, mas também não tanto. Se você quiser uma resenha mais elaborada do último cd deles, recomendo o post do Lixeira do Pop.
Mas preciso afirmar que, ao vivo, a coisa toma proporções. No show que fui, o brejeiro Erland e sua banda levantaram a galera, tinha gente rodando camisa na vibe baile funk e tudo. É o momento que eu chamo de "rave": Rave do Whitest. Teve a inesquecível "paradinha"... a banda toda congelou, foi iraaaado demais.
Enfim, se você está procurando um sonzinho legal e confia no meu gosto, recomendo! Aperte o play, mova as setinhas...

April 10, 2010

Introducing: The Bees

The Bees não é novo como o Broken Bells, mas não parecem ser muito conhecidos. Como uma indie que não esconde as coisas boas que descobre, socializo com vocês uma banda tão legalzinha que faz parte da minha life soundtrack. São muitas emoções... The Bees (também conhecida como A Band of Bees, nos EUA).
Ooooo encontroooo: Devo ao Mark Ronson algumas das minhas preferências musicais (lembrando que Mark Ronson sozinho, sem fazer música e calado já é ótimo). Em 2007, acompanhava com assiduidade seu blog no MySpace. Foi lá que eu conheci The Shins (va-leu muito, Mark!), quando ele postou "Sealegs" no set de seu podcast, o Authentic Shit. Numa dessas postagens, ele coloca esse clip aqui:
"Let love be the reason between me and you..."
Esse clip se transformou no clip mais postado e repostado pela minha pessoa em todos as redes sociais em que participo. Não é só a música, a letra, que é fantástica, mas pelo clip em si, que me emociona deveras. Se alguém tiver o telefone desse magrelinho, favor repassar...
Algum tempo depois, baixei mais músicas deles e curto bastante. Eles são ingleses da Ilha de Wright, fazem um estilo vintage com influência das mais diversas... em algumas músicas querem ser soul, em outras, reggae, em outras, o The Doors. Gostam de Mutantes, já cantaram em português... enfim. Como tudo isso é bom e eles fazem bem, não tem como errar. Até agora lançaram 3 álbuns, o último de 2007. O próximo gig é no Glastonbury desse ano. Opa, não estão parados.
Enquanto isso, ouça algumas, mova as setinhas:

March 23, 2010

Introducing: Broken Bells

Do nada entrei no página do The Shins no Wikipedia, pra saber se os caras andavam trabalhando. Eu sou muito fã da banda, e tenho saudades de ouvir coisa nova vindo de lá. Para meu azar (e de quem curte), James Mercer - vocalista e líder da paradinha - anunciou que só se dedicaria à banda lá pra 2011. Triste.
A boa notícia é que ele entrou em parceria com o produtor, DJ e instrumentista DangerMouse. Isso é muito boa notícia. Ele é metade do maravilhoso Gnarls Barkley, fez o Grey Album (álbum de mashups Beatles + Jay-Z) e produziu o último cd do Beck, o Modern Guilt, que é simplesmente uma das melhores coisas que eu já ouvi.
E soube que o produto dessa parceria, o Broken Bells, tinha acabado de ser lançado e provavelmente estava disponível na web (como tudo hoje em dia, invariavelmente).
Dei um ataque de fãzinha indie loca, não me orgulho. Saí catando pela internet, sem muito sucesso, até apelar pra galera da comunidade do The Shins no orkut, que estava lá, mais antenada do que eu. Eles já sabiam.
O ataque de fãzinha indie loca só piorou quando ouvi o som deles no YouTube. Como já imaginava, considerando a qualidade dos caras, era fantástico. Ouvir a voz do James Mercer, ouvir coisa nova... foi bom demais.
Ô coisa boa...
Amei o álbum. Claro que nem todas as músicas batem no coração, mas é o suficiente. Não soa muito como o The Shins, mas com o Flake Music, nome do projeto anterior de Mercer. Já DangerMouse contribui com a ambientação sonora que pude reconhecer do trabalho com o Beck. Distorções vocais, beats e viagens sonoras. Som gostoso toda a vida. Highly recommended.
Para ouvir algumas faixas do CD, clique!
Download via torrent aqui. Enjoy.