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November 25, 2011

Lolla pra lusa

Lollapalooza com vendas liberadas pra pré-cadastrados, só que aparentemente ninguém sabia que seria só pra quem fez o cadastro inocente (?) pra receber informações, ou seja, uma grande pegadinha do Mallandro e os meio-desligados ficaram de fora. O cadastro fechou dia 19, eu não sabia, tentei fazer dia 20, ainda sem saber que a venda seria só pra cadastrados (eu queria receber as informações), mas foi fechado. No dia seguinte veio a confirmação das bandas presentes e o preço do passe pros 2 dias (500 inteira, culpem a farra das meias entradas) + 50 de taxa de (in)conveniência (que ninguém consegue explicar), à meia-noite foi um frisson e muita gente, mesmo com a senha dos cadastrados, conseguiu comprar. Os organizadores ~não previram o grande volume de acessos~. Também ~não previram que muita gente ia tentar comprar com a senha do amiguinho~ (a compra era reservada a 2 passes por senha, mas sabe-se lá se isso foi respeitado). E ainda rolou aquele show de picuinha e trapalhadas Perry Farrel x Lobão x Folha! Enfim, ainda não liberaram a venda geral nem os preços para os dias individualmente, nem oficialmente que dia cada uma banda toca. De qualquer modo, por aqui acabou o dinheiro e mesmo com a presença de bandas que eu adoro como Foo Fighters, MGMT e TV On The Radio, esse é o meu verdadeiro sentimento em relação ao evento:


P.S.: relembrem o Lollapaloozers Xerém.



November 17, 2010

Daddy's Little Girl

Ontem foi aniversário do meu pai. E com todo o respeito que eu tenho por ele, não posso deixar de afirmar que ele é meio doido. Pra não falar bastante... (afinal, como vocês podem perceber, essa maçã aqui não poderia ter caído muito longe da árvore). Ele é estressado, falastrão e rabugento, e a pessoa mais honesta, sincera e comprometida que eu conheço.
Fisicamente só herdei o nariz, mas muito do meu amor por música veio dele. Todas as lembranças da infância dele tem algo a ver com música, tocar o LP de Õ Blésq Blom e Rita Lee, ou quando, logo em 1991, comprou um aparelho de cd e ficamos meses com apenas 1 cd pra tocar nele, uma coletânea do Milton Nascimento.

E dá-lhe Tears For Fears, Raul Seixas, Elis Regina, Lulu Santos, Lobão, early Roupa Nova Kleiton & Kledir, Sade, a briga por minha mãe ter apagado uma fita com um show ao vivo do Phil Collins (aquele com o carrossel) pra gravar Família Dinossauro pra mim.

E dance music dos anos 70 e 80. MUITA e sempre! Nesses programas de rádio de Flashbacks por aí... e hoje toda hora ele vem me pedir alguma música. Às vezes ele só sabe quem canta, às vezes só o nome da música, às vezes ele senta perto de mim e canta a música em um inglês que, pra quem nunca estudou a língua, até que funciona. Eu jogo no Google e com algum esforço consigo baixar pro celular dele, e lá vai ele escutar com o fone no volume máximo, cantando super mal mas curtindo bas-tan-te.


Aí as vezes ele fica um pouco chateado quando parece que nós somos diferentes, mas é só porque ele ainda não vê o quanto somos parecidos, sou um paradoxo ambulante assim como ele. Só que ele já está cansado, e eu só estou apenas começando...