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September 26, 2013

Tchau, MTV ♥

Eu já fiz dois posts sobre a minha "Infância MTV". Alguns estão com links de vídeos quebrados, o que sempre enfraquece os blogueiros que dependem do YouTube pra respirar. Percebi, porém, que em nenhum dos dois posts eu elocubrei melhor sobre o fato de eu ter tido essa tal "Infância MTV". Primeiro que não foi só infância, foi adolescência também. Segundo, fala muito sobre os meus gostos e interesses hoje eu ter passado tanto tempo sorvendo o conteúdo do canal, que termina esse fim de semana. Termina o canal como o conhecemos, embora ele não estava exatamente como o conhecemos há alguns anos. Mas termina o canal com conteúdo original, plataforma para bandas novas, para shows, para um monte de cultura pop que pessoas como eu valorizam.
Consegui acompanhar alguns episódios do MyMTV. Consegui ver o da Marina, Sarah, João Gordo, queria ver o do Mion, pelo meu amor ao Piores, mas nem sei se já passou. A verdade é que eu não vejo muita tv, afinal, passei bastante tempo em frente à tela quando era mais nova. Mas, sobre o programa: o sentimento é bittersweet, melancólico e feliz pelo passado. Mas só. É só. Passou. Já fui mais saudosista. Afinal, nada é como antes. Para o mercado de comunicação, é uma merda. É mas um veículo que fecha. Mas conjecturar como a internet, o YouTube e mais não sei o que influenciaram em tudo não é o que eu queria aqui. Você pode ver esse vídeo aqui e conjecturar. Não que eu ache ele super correto, mas traz bons pontos com uma atuação bem interessante do carinha loiro. 
Voltando: aos 9 anos, instalaram tv a cabo na minha casa. Carton Network foi meu canal favorito por pouquíssimo tempo. Comecei a assistir MTV em todo tempo livre. Em 1996 era de manhã cedo, às 18h para conferir o Disk. Alguns anos depois, podia assistir toda a tarde, antes de ir fazer os deveres de cada, e voltando para o Disk. Gravava meus clipes favoritos em VHSs, conferia o Cine, entre outros programas. Aos 14, veio o Supernova. Eram tardes inteiras aturando (risos) Mion e Didi, 3 vezes por semana. Nessa época abandonei o Disk, era o auge das boy bands. E o Piores às quintas. Até eu arranjar outras coisas pra fazer (ex.: pré-vestibular).
Minha memória é péssima. Me divirto tentando lembrar das pérolas de quando eu tinha 9 anos. Algumas das bandas estão comigo até hoje, como Garbage, Smashing Pumpkins. Ainda ouço Oasis e Alanis às vezes. São músicas que eu sempre vou gostar. Outras coisas eram meio que empurradas pela MTV, mas que são engraçadas de lembrar. O blast from the past é grande, eu sei, se alguém quiser ajudar nos comentários, fique à vontade. Como eu disse, minha memória não é muito boa.
RIP, MTV. Passou, como a minha infância. Triste, né? Mas é a vida, vamos em frente.



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UPDATE: Ontem acabou, de vez. Não acompanhei os últimos suspiros, era difícil pegar o canal lá em casa. Tentei me fazer de alheia. Mas hoje vi os últimos 13 minutos no YouTube e penso teria chorado, fácil! E claro, como eu podia ter esquecido de incluir nessa minha lista acima o clip de "Maracatu Atômico"???? É tão lógico e emblemático, fiquei muito feliz por ter sido ele o escolhido para o adeus. Não podia ser outro. RIP :'(


March 16, 2011

Bowie covers

Porque Bowie é bom, e alguns covers de músicas dele também podem ser.
1 - The Wallflowers:
Cover muito decente de uma música clássica. Não é só porque o Jakob Dylan canta. Ok que por anos eu apreciava mais essa versão por razões estéticas, antes de conseguir ver a beleza do vocal estranho do Bowie, que vai tão bem com a canção. O estranho é lindo. Jakob Dylan também... Próximo!
2 - Nirvana:
Melancolia perfeita, Nirvana fez dessa música do Bowie uma música deles. Amo esse solinho. Amo esse baixo. Amo essa versão.
3- Stone Temple Pilots:
Posso dizer que prefiro essa versão sem ninguém me julgar? =P
4 - Seu Jorge:
Ok, é brincadeira... Ou não. Primeiro que isso é uma versão e não um cover, mas enfim. O próprio Bowie elogiou (ele não entende português), e eu, de todas as versões que Seu Jorge fez, gosto mais dessa. Me faz lembrar uma história engraçada: tinha uma amiga que não sabia nada de David Bowie. Ela curtia música brasileira, ok. Ela curtia Seu Jorge. Eu perguntei se ela conhecia essas versões que ele fez pras músicas do David Bowie, expliquei que o Bowie era um artista com décadas de carreira, muito famoso e importante na música. E mandei essas versões pra ela. Depois de ouvir, ela disse: "Nossa, coitado desse menino David!" XD

December 30, 2010

Os meus discos do ano + 1 música

Não são os melhores do ano que eu não consigo fazer isso, deixo para os entendidos, que entendem tanto que elegem o novo do Arcade Fire toda vez e aí zZzZzZzZ... Esse não são os melhores álbuns, nem todos são desse ano, são simplesmente os que me marcaram em cada mês. E uma música, que está num álbum de 2009 mas marcou agosto. Vai saber. No fim, gosto não tem cronologia e paixão não tem lá muita crítica...
Janeiro: Kid Cudi, Man On The Moon - Indo pro trabalho, voltando de madrugada, no calor do verão, up up and away, Kid Cudi e seu hip hop pop rock groove garantiu as melhores vibes.
Fevereiro: Jenny Lewis, Rabbit Fur Coat - O álbum espiritualizado e country da vocalista do Rilo Kiley, vozes lindas, de derreter o coração. 
Março: Broken Bells, Broken Bells - "O que será que o James Mercer, do The Shins, anda fazendo? Deixa eu conferir aqui no Wikipedia... O QUÊ??? UMA PARCERIA COM O DANGER MOUSE? Isso deve ser a melhor coisa do mundo!!" Então, é por aí.
Abril: The National, High Violet - Hello, darkness, my old friend... I've come to talk to you again. Abril começou com o céu desabando e eu deixei que a Fossa me possuísse, mas com classe, faz favor. O cara tem voz de barítono (mas bem melhor do que aquilo de "vouaa, minha aveee"), os arranjos são sublimes, Sufjan Stevens participa, é de uma epicidade sem fim...
Maio: The Black Keys, Brothers - O melhor disco do ano. Cheio de músicas inacreditáveis. Emblemáticas na primeira audição. Forte. Bonito. Uma façanha. Não tem mais o que dizer. 
Junho: Hole, Life Through This - Essa sou eu tentando treinar violão regularmente de uma vez por todas, é claro que não funcionou. Mas tamos aí pra tentar... Eu não gosto da Courtney Love, ou quero não gostar, mas a música e o estilo tem uma coisa desce fáááácil nos meus tímpanos, fazer o quê?
Julho: Scott Matthews, Passing Stranger - Não sei quem é esse cara, só sei que estava em viagem, meu anfitrião tinha ganhado esse CD e era o "easy listening" de praticamente todas as manhãs. Boa surpresa.
Agosto: Jakob Dylan, Women & Country - Eu gosto de country. E eu gosto do Jakob Dylan. Eu gosto da voz do Jakob Dylan. Eu gosto de tudo sobre o Jakob Dylan. Ele está num cavalo com uma mulé e um rifle, com cara de "meu álbum é absolutelyfuckingamazing quer você concorde ou não" e eu concordo e concordo bastante.
Setembro: Beck, Sea Change - Hello, darkness, my old friend... I've come to talk to you again e mais uma vez. Beck terminou um relacionamento e fez esse álbum de 2002 pra lavar sua arte com lágrimas e mostrar que é um gênio, apesar de um monte de gente falar que eu sou louca quando eu afirmo isso. Sea Change é reconhecer a dor como força criativa.
Outubro: of Montreal, Hissing Fauna, Are You the Destroyer - Eu gosto de música de maluco também. E apesar de já gostar de of Montreal eu nunca tinha parado pra apreciar um álbum deles por completo e fiquei completamente atropelada por suas sequências indissociáveis, toda a loucura do Kevin Barnes e sua depressão na Noruega (ou algum lugar gelado desses), o que gerou crises sonoras amalucadas e fantásticas.
Novembro: Smashing Pumpkins, Zeitgeist - Smashing Pumpkins é uma das minhas bandas favoritas desse mundo. E eu consigo gostar de todas as suas fases, apesar de muitas reviravoltas. Eu e o Billy Corgan, a gente se entende. Zeitgeist foi um álbum bastante criticado. Eu nunca vou saber porquê. Pra mim tá ótimo.
Dezembro: Stone Temple Pilots, No. 4 - Eu gosto deles há tanto tempo... São criticados, constantemente acusados de serem uma cópia de qualquer coisa. Scott Weiland por vezes se vale de versatilidade vocal, meio que sendo o Adnet do rock, mas eles acabam sempre se reinventando dentro do mesmo gênero glam meets hard rock. Esse álbum está bem no meio da carreira deles, fora do auge pós-grunge. Preciso, melancólico, cheios dos momentos áureos.

Música: Otto, Crua - Quem já ouviu uma coisa dessas sabe que é forte e ácido e estranho e dificilmente se arranca a lembrança.

December 17, 2010

Infância MTV

"O que você via quando era criança, já que não via Chaves?" - Essa é a minha resposta:
(fascinação total)

(melhor clipe do mundo)

(IGNORE as legendas!)
Era isso que eu via quando passava Chaves. Quando eu tinha 9 anos, instalaram TV a cabo lá em casa. Aí foi o início do fim. E aí depois eu me pergunto o que aconteceu de errado comigo...

May 18, 2010

Conversations kill

Algumas pessoas pensam q eu fico constantemente medindo e julgando as diferenças delas em relação a mim... Desculpa se dei essa impressão, mas nunca fiz isso e nunca ouvi nada mais estúpido e contraproducente nessa vida.
"If there's any kind of magic in this world it must be in the attempt of understanding someone sharing something."
Como uma pessoa crua pode ter preconceitos?
Respeito não é preconceito. Te abro a porta, só me deixe perguntar, brincar e pescar sem me mandar uma na cara de abrir o nariz.
Acho que é muito difícil para os outros acreditarem que eu não vivo pensando nelas em relação a mim, enquanto penso em mim em relação à elas. Em primeiro lugar, estudo a minha estratégia de adaptação e tento fazê-la funcionar. E aí que quase nunca vejo essa tentativa vindo do outro lado, mas aí o que pode se fazer, né? Expectations kill too.
Resta continuar desejando que a vida jogue tinta nas minhas telas brancas. Convido. Faça isso comigo, você que está aqui.